sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Insônia



A cada noite insone eu penso em te escrever.
O silêncio do quarto e o vazio ao meu redor me preenchem.
As letras são minhas companheiras. Nem sempre com alguma conexão com meus sentimentos.

Vontade de gritar que teu silêncio é uma agressão.

Que pequenas atitudes, certamente sem objetivo nenhum, soam como um tiro em meus ouvidos.

Não sei qual a dor maior.

Olhar ao redor procurando algo que sei que não está ali... ou então, sem esperar, me deparar com teu espectro que me causa medo, aflição...

Certezas me assombram...

A certeza de que nosso crime não tem perdão.

A certeza de ser apenas uma lembrança em um calendário amarelado. Uma foto perdida no computador...

Quem sabe o que faz sentido nesse mundo incerto.

Quem vai dizer que realmente erramos ou se realmente era esse o nosso final feliz.

Não podemos mais saber o que é verdade e o que é mentira.

A única certeza que me resta é essa vontade de te escrever... é essa vontade de olhar em teus olhos e, no silêncio dos meus, fazer os questionamentos que nunca fiz.

Nesse momento vejo o quanto já te escrevi. Quantas vezes já apaguei ou rasguei esses sentimentos... essas palavras mal proferidas. Malavras mal ditas, em momentos errados.

Só sei que as noites de insônia irão me acompanhar. E que a vontade de cuspir essas palavras permanecerá inerte.

Não há mais motivos pra agressões... não faz sentido palavras que saem apenas com o objetivo de ferir, justamente a quem queremos proteger.

Chega! Não há mais nada a ser dito.

Que o resto saia de dentro de mim em outra noite insone...

terça-feira, 15 de outubro de 2013

As Margens da Vida

Eis amigos o meu maior problema!

Não aprendi, até hoje, como viver as margens da vida.

Mergulho de cabeça em qualquer relacionamento ou empreitada que eu julgue válido de acordo com minhas razões, mesmo sabendo do risco de me afogar.
Ou mergulho de cabeça no rio da vida ou não ouso sequer molhar o dedo do pé.
Sou intensa. Sou inquieta. Sou instável.
Pessoas assim sofrem mais. Correm o risco de abrir feridas maiores na alma.
Mas do que mais é feita a vida do que um eterno momento para serem feitos remendos?
Nenhuma barreira pode deter quem tem determinação. O único inibidor das atitudes é o próprio interesse, a própria vontade.
Sou tenaz. Sou incansável. Sou teimosa. Sou turrona.
Me sinto diariamente como se tivesse travado uma batalha. 
Mas vocês querem saber da verdade? Prometem jamais contar a ninguém?
Não quero viver de outra forma. Na verdade não sei se sei viver de outra forma....
Quero continuar buscando alguém pra quem eu possa fazer tudo que nunca por mim fizeram.
Quero continuar procurando aconchego nos lugares errados, quebrando a cara, morrendo de amor ou chorando de rir...
Extrair o sumo da vida. Até a última gota.
O que me desafia na verdade me fascina. Talvez seja um estilo de viver um pouco suicida... Minha alma não sabe ter sossego... não gosta de mar manso....
Preciso de tormenta, de gente falando alto, de música, de inquietude, de gente que desperta meus instintos, que me faz pensar...
E assim vou levando a minha vida... nadando desesperadamente pra longe das margens seguras e mergulhando sempre de cabeça naquilo que pode me despertar um sorriso sequer...



sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Reflexo no espelho quebrado

As vezes estamos tão preocupados em nos resguardar, em nos proteger do mundo, em tentar cobrir nossas feridas com qualquer pedaço de esparadapro imundo, que não nos damos conta do quanto estamos ficando cada vez mais longe da cura para determinada ferida.

Eu, no auge dos meus problemas, dos meus dilemas, dos meus conflitos, busco consolo naquilo que me faz esquecer as dores. Procuro a noite, procuro estar entre pessoas, faço amizade até com cachorro de rua.

Mas mantenho uma faixa amarela identificando que qualquer um deve manter distância de mim. Uma distância segura. Minha segura ostra... Minha amada armadura...

Tenho medo até da minha sombra... medo de me abrir, medo de correr, o medo que me paralisa... o medo que já tantas vezes mencionado

Então, pensando ter perdido o medo e deixado cair a armadura, esbarramos em pessoas "diferentes" e passamos a julgá-las de acordo com aquilo que estamos acostumados.

Quando acostumamos a conviver com mentiras, a verdade nos parece algo completamente surreal...

E de repente, não mais que de repente, nos embarramos com uma muralha. O acaso nos coloca frente a frente com algo que jamais esperamos encontrar.

Passamos então a buscar falhas, justamente por não conseguir compreender as verdades que estão estampadas na nossa cara.

E eis que ali estão elas: as feridas expostas do outro.
Ele nada mais é do que teu reflexo em um espelho quebrado.
Tu conhece os medos dele, tu sabe exatamente onde deve ser colocado esse torniquete.
Essas feridas parecem que nunca vão parar de sangrar.
Vamos enfraquecendo, empalidecendo....

Depressão... sensação de morte....
Entrega a uma fuga.
Um desespero por não saber pra onde ir
A única vontade é buscar a felicidade, mas o buraco é fundo e escuro...

E é nesse momento, conseguindo se abrir e enxergar a dor do outro...
Ver que não está sozinho, que existem mais sobreviventes nessa guerra que é a vida...
Exatamente nesse momento que conseguimos forças pra fazer os remendos e buscar ajudar quem também precisa.

Querer fazer bem a alguém.
Querer que esse alguém te faça bem.
Permitir.
Acolhimento.

Juntar esses cacos de espelho quebrado, aceitar os riscos dos cortes iminentes.
Fazer desses cacos um mosaico.
Extrair do lixo uma obra de arte.
Permitir-se cicatrizar e ver com isso a improvável felicidade renascer...

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Medo que dá medo do medo que dá...

Com o tempo a gente vai se dando conta que tem muito mais medos do que imaginamos.

E não falo aqui, obviamente, de medos objetivos: doenças, morte ou coisas do tipo.
Me refiro a pequenos medos.
Esses pequenos medos que nos acorrentam onde estamos, nos levam a estagnar. Graças a eles, perdemos a capacidade de agir, a capacidade de ousar.

Quem nunca se pegou no dilema de falar ou calar sobre algo? Isso é o medo.
Medo de agir conforme seus instintos e atropelar o ritmo de outra pessoa. Medo de baixar o ritmo e perder a oportunidade.

Me encontro em uma fase de medos. E não são poucos.

Me sinto assim. Cicatrizes que ganhei ao longo dos últimos tempos (muitas ainda nem podem ser chamadas de cicatrizes, pois sangram diariamente), me impedem de andar, de ver o futuro, de crer nas pessoas.

Tudo me parece impossível. Basta uma pessoa não corresponder exatamente com aquilo que eu espero para que eu tenha medo de novamente estar entrando em uma avalanche que vai me deixar sem ar lá embaixo.

Quando estamos acostumados com as mentiras, as verdades se tornam coisas absurdas!

Existe uma música, de Lenine, que traduz exatamente como me sinto nesse momento. Se eu tivesse escrito essa letra, não traduziria de forma tão perfeita os meus medos.


"O medo é uma força que não me deixa andar."


MIEDO - Lenine

Tienen miedo del amor y no saber amar

Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tienen miedo de subir y miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da

El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor

Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá

Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar

Tienen miedo de reir y miedo de llorar
Tienen miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienen miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar

Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor

El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar

Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha

Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo

Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão

O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão

Medo de fechar a cara
Medo de encarar
Medo de calar a boca
Medo de escutar
Medo de passar a perna
Medo de cair
Medo de fazer de conta
Medo de dormir

Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez

Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo... que dá medo do medo que dá

Medo... que dá medo do medo que dá

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A chuva e o medo da escuridão

A chuva bate insistente no telhado
Parece tentar entrar em meus pensamentos
Invadir um espaço que outrora era preenchido.

Esse espaço, hoje oco
Faz expandir o eco do barulho da chuva
E minha mente começa a girar

Esse ruído me enlouquece
Me ensurdece cada vez mais
Essa chuva precisa parar
Pois além dos pingos, cada vez mais anoitece minha mente.

Fecho os olhos na esperança do tempo acelerar
De nada adianta, o tique-taque do relógio é outro ruído sem fim
O breu dos meus olhos me dá medo
E o medo não é mais dos pingos de chuva

O medo é do que vejo de olhos fechados
O medo é do que vejo olhando pra dentro de mim
Vejo muita inconstância, sou um poço profundo

Ora, sou forte, sou uma rocha
Me sinto dura, intransponível
Tenho medo de rachar
E posso virar em pedaços

Ora, sou bela, sou gelo
Temo que os pingos possam me derreter aos poucos
Pingos de chuva, pingos de lágrimas
E com isso desaparecer

Mas quero apenas, um dia, poder ser humana
Poder saber como é ter sentimentos
Poder deixar fluir os pensamentos
Assim como fluem os pingos de chuva em meu telhado...


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Rede Social

Que espaço as redes sociais tem na sua vida?
 
Bom, existe quem diga ser contra redes sociais e expõe mil e um motivos pra isso.
 
O mais comum e o que mais ouço é: "Ah mas tu expõe toda a tua vida ali! É perigoso!"
 
Ora gente, sem ingenuidade! Vcs acham realmente que uma pessoa que sabe fazer uso das redes sociais vai expor ali realmente algo que não quer que os outros saibam? Ou então algo que pode gerar algum problema?
 
Bom, eu sugo tudo o que posso dos recursos disponíveis hoje das redes sociais. Mantenho contato com alguns clientes diferenciados, faço uma espécie de roteiro postando os lugares em que frequento (não sejam ingênuos de pensar que faço check-in em todos os lugares onde estou), mas o principal deles e o motivo real que me impede de sequer pensar em um dia excluir minhas contas nessas redes: o contato que tenho com pessoas que ali conheci e que não tenho palavras pra agradecer a esses recursos!
 
Na época do finado orkut, conheci muitas mulheres da época mais difícil da minha vida: período em que eu tentei engravidar, sofri um aborto e tive uma gestação turbulenta até o nascimento da minha filha.
Me encontrei com um grupo de mulheres que passavam por situações muito semelhantes e passamos a dividir nossas tristezas, angústias, alegrias. Passamos a compartilhar nossas vidas, divididas apenas pela tela do monitor!
 
O carinho, a amizade, cumplicidade e AMOR que se gerou entre nós, é algo que realmente nunca vou conseguir expor em palavras.
 
Muitos dos melhores amigos que tenho hoje surgiram de relacionamentos cultivados através de redes sociais. Conhecendo a pessoa através dela ou então, conhecendo a pessoa brevemente antes de adicioná-la e fazendo a amizade crescer através dali. Sem contar encontrar amigos de infância ou então colegas de escola depois de muitos anos sem contato!!! Algo realmente maravilhoso!!!
 
Amizades que tenho certeza, irão ultrapassar as barreiras do tempo assim como ultrapassaram as barreiras do computador.
 
Fiz uma montagem com algumas dessas pessoas em alguns momentos especiais.
Impossível marcar todos... peço desculpas aos que não estão nas colagens... o que importa é na verdade é a marcação em minha vida. E essa, asseguro o lugar de todos!

"Amigo é coisa pra se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração..."





segunda-feira, 29 de julho de 2013

Emocionalmente Fiel

A mulher emocionalmente fiel é uma mulher estranha. Ouso dizer que pode ser até enquadrada na descrição de masoquista.
A mulher emocionalmente fiel não se permite curar de um amor já abortado.
 
Ela consegue sorrir. Ela pode realmente estar feliz com a própria vida, se divertir, ter amigos, ter envolvimentos. Mas ela não viola o sentimento que carrega no peito.
É fiel a ele.
 
Engraçado como é possível fazer a separação da fidelidade do corpo e da fidelidade da alma. 
 
A mulher emocionalmente fiel, não vai necessariamente viver um celibato. Ela vai sair, ela vai se divertir, e terá outros homens. Porém, fácil pode ser tocar-lhe o corpo, mas não o inatingível coração.
 
Para que isso aconteça, é necessário vestir-se de uma armadura. Colocar o coração dentro de uma bolha fechada hermeticamente.
Assim, é possível se aproximar de outros homens sem trair o sentimento.
 
E muitas pessoas julgam não ser capaz controlar os sentimentos... mas é! Sentimentos podem ser freados ou congelados sempre que a pessoa, motivada, estiver predisposta a isso.

Desejo nunca pode ser confundido com amor. Nem mesmo com paixão...
A mulher emocionalmente fiel não se permite viver com intensidade um novo relacionamento, não se entrega com fervor a um novo amor. Por um motivo que nunca vai conseguir verbalizar, ela prefere viver dentro desse casulo. Creio que por isso que ela possa ser considerada uma espécie de masoquista, pois isso imputa muitas vezes a dores que poderiam ser curadas com um novo amor.

Como é difícil deixar de ser fiel. Infidelidade nesses casos é um mal necessário.
 
A mulher emocionalmente fiel precisa aprender a afrouxar a armadura para se tornar infiel.
Permitir que um novo sentimento entre. Aprender a dar lugar para outras pessoas.
 
Só assim, acabando com a fidelidade emocional que existe, essa mulher vai conseguir finalmente, desfrutar de uma relação onde possa haver entrega real de corpo e alma....
 

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Simplificando a vida...

Pegue papel e caneta, vai ser necessário.

Liste tudo que você precisa fazer pra melhorar sua produtividade no seu trabalho.
Existe algo que dependa só de você? Organize-se, estabeleça um prazo e faça.
Depende de um terceiro? Solicite colaboração ou esqueça de lado.

Liste as principais bandas e músicas que gosta ou que marcaram sua vida em algum momento.
Elas ainda tem a mesma importância?
Salve as principais em um pen drive e tenha sempre por perto.
Músicas são excelentes amigas, companheiras e muitas vezes incomparáveis conselheiras.
Cante. Cante sempre que tiver vontade. Ninguém se importa se você não sabe cantar.

Liste tudo que você precisa fazer pra colocar ordem na sua casa.
O que realmente lhe é importante? O que tem um significado?
O que se perdeu no tempo?
Diminua sua carga. Um caminhão mais leve é mais fácil de manobrar.

Liste teus antigos amigos.
Quantos tu perdeu pelo caminho?
Analise as razões.
Valeu a pena perder essas pessoas?
Se sim, agradeça.
Se não, vá atrás.
Procure manter contato e deixar sempre claro o quanto essas pessoas são impotantes.
Mas primeiro pense.
Elas realmente são importantes?

Liste os novos amigos.
Pense no motivo pelo qual eles vieram parar na tua vida.
Esse motivo é relevante? Essas pessoas conseguirão ser preservadas?
Se sim, preserve.
Se não, já descarte pra evitar aborrecimentos futuros.

Liste teus sonhos.
Todos que você desistiu de sonhar ao longo do tempo.
Todos os novos sonhos que cruzam sua mente.
Você realmente quer abrir mão do que é importante pra você?
Você realmente acha que não vale a pena concluir esses projetos?
Rasgue os sonhos que já não lhe servem mais. Libere espaço para novos sonhos e não desista daquilo que realmente tem chance de dar certo.

Liste os lugares que queres ir.
E simplesmente.... vá.
Não há mais nada a ser comentado neste item.

Liste os livros que queres ler.
Eles são um portal para uma outra dimensão.
Te darão força para encarar o mundo.
Serão sempre amigos fiéis.

O por último, mas não menos importante...
Liste os problemas que mais tem te entristecido ao longos dos últimos dias.
Esses problemas podem ser resolvidos independente da vontade de outras pessoas?
Se sim, mãos a obra. Não espere pra amanhã. Resolva o problema, não fique admirando-o.
Problemas não são obras de arte em paredes de um museu.
Mas contudo, se eles não dependem apenas de você, aprenda a conviver transformando esses infortúnios em combustível para te abastecer em busca da tua felicidade.

Olhe-se no espelho.
Você realmente emite o reflexo que gostaria?
Se sim, parabéns!
Se não, liste tudo que precisa mudar e comece hoje mesmo.


A vida é bem mais simples do que a gente imagina...

Faça suas listas e seja feliz!!!

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Saboreando Palavras

Em que momento se pode dizer "finalmente"?
Como refinar os ouvidos para compreender palavras subentendidas?
Palavras por vezes doces, me levando ao grande risco de uma indigestão.
Mas tenho vivido de riscos.
Loopings emocionais.
Me acostumo com minhas inconstâncias.

Minha falta de coerência me torna mais forte.
Meu paladar finalmente se adapta ao sabor amargo ou ao doce daquilo que experimento diariamente.
Sim, eu sei que meu caminho esta tortuoso, mas não me importo.

Não sei exatamente onde quero ir, portanto não tenho certeza de estar no caminho certo.
A única certeza é de não estar perdida
E também de não estar sozinha.

Vou seguindo
Saboreando pequenos momentos
Não permitindo que a vida me esgote.
Busco eu a essência de tudo que ela tem pra me oferecer.
Sou sim, uma parasita
Me alimento de tudo que posso sugar da vida.
E aprendendo a observar o comportamento das pessoas ao meu redor, aprendo a saborear de pequenas vitórias do dia a dia.

Não importa se pelo caminho degusto palavras não ditas (benditas!)
Ou se elas tem sabor doce ou amargo.
O que importa agora é que meu prato transborda, cada vez mais
E que a satisfação é apenas uma questão de tempo.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Gente com Pimenta

Eu gosto de gente.
Mas gente com pimenta.
Não gosto de comida sem tempero. Nem de gente sem tempero.
Gente tem que ter pimenta.

Pessoas que levam a vida na mesmice,  não ousam nada, não são pessoas com pimenta.
Gente delicada demais, gente calminha demais, não causam incômodo em ninguém. Não despertam ódio nem amor. As pessoas precisam se sentir incomodadas com a sua presença. Não importa se é um incômodo bom ou ruim. As pessoas precisam viver e não apenas sobreviver.

Algumas pessoas levam a vida, todos os dias da mesma forma. O mesmo estilo de café da manhã, o mesmo estilo de bom dia no facebook, o mesmo tipo de roupas todos os dias. Pessoas estáveis demais, como são desagradáveis!!!
Pessoas que nunca acordaram sem saber onde estão, que falam apenas com as mesmas pessoas todos os dias, que não oscilam nos sentimentos... são pessoas que me cansam.

Doçura demais só serve pra dar enjoo. Não gosto de gente com açucar! Preciso de gente que tenha pimenta!

Gente que o sangue ferve.
Gente que vive no olho do furacão.
Gente que não tem medo de mudar a cor do cabelo, o estilo de roupas, os lugares que frequenta.
Gente que beija na boca pelo simples prazer de beijar.
Gente que abraça pra sentir o calor do abraço. O calor da alma.

Gente que canta alto, gente que dança desajeitado, gente que vive tudo que a vida oferecer. Gente que não se programa. Gente que não tem hora pra ser feliz.

Não seja morno comigo. Me congele ou me queime. Não seja morno.

Eu preciso de intensidade. Eu preciso de gente com pimenta.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Respostas ausentes

A vida muda
As perguntas mudam
Por vezes se ausentam
E ainda assim aguardamos as respostas

Perguntas inócuas
Respostas eloquentes
De tempo em tempo causando recuos
 
Paradas forçadas
Recuperação de fôlego
Reformulando as perguntas
Mudando de lugar as certezas
 
Certezas já marcadas na alma
E delas sabemos que fugimos
Por elas que nós sonhamos
E cada vez mais nos questionamos

A mente não para
A vida que segue
Nem sempre persuasiva
Alterando sempre as perguntas
E mesmo assim aguardamos as mesmas respostas
 
Onde termina o sonho?
Onde começa a fuga?
O que pode nos atormentar mais?

Seriam as perguntas mal ditas?
Aquelas que não formulamos?
Ou seriam as respostas benditas?
Que é tudo o que mais esperamos?

sexta-feira, 17 de maio de 2013

A dor maior

"A dor maior....
É amar, e ser amado,
e mesmo assim ter que dizer adeus....
porque a vida é demasiado complicada,
porque as pessoas tem feitios por vezes incompatíveis,
porque as mágoas do passado não desaparecem facilmente,
e porque já não se consegue vislumbrar um futuro.

A dor maior, é saber que o amor existe,
mas o sofrimento que causa é maior ainda.
A dor maior, são duas pessoas que se amaam, dizerem adeus.
É como rasgar o peito com as próprias mãos e afogarmo-nos nas próprias lágrimas.
A dor maior, é perceber como tornamos as relações humanas tão complicadas
ao ponto de o amor ser vencido,
e jazer ali, abandonado à chuva e ao frio.

A dor maior, é saber que o fim de um amor, não coexiste com o fim do amor...
e que esse amor continuará ali, dos dois lados, a queimar-nos o peito...
A dor maior é dizer adeus, quando os sentimentos ditam o contrário,
mas a razão toma, finalmente, a sua espada e corta todas as ligações.

A dor maior, é ter uque ser, é ser melhor assim...
É deixar o amor de lado, e seguir o nosso caminho.

E é, sem dúvida, a dor maior.
Abandonar o amor... é a maior dor."


Desconheço a autoria desse texto (se alguém souber, por favor, deixe nos comments), mas me foi enviado por meu ermão Lourenço Benetti e achei super válida a publicação.

Viradas de página nem sempre são fáceis. Mas necessárias.
São as dores do crescimento.

E como diz Martha Medeiros, "saudade é não saber..."

Bom final de semana!

terça-feira, 14 de maio de 2013

Preso em mim

Eu preciso ir
Pra lá, pra longe
Apenas partir
Procurar um lugar onde possa me esconder

Esconder-se é algo complexo
Fugir de si mesmo muitas vezes não é possível
Pode até ser uma atitude sem nexo

Covardia?
Talvez...
Medo do incerto?
Medo do futuro?
Ou medo do que está encoberto?

Fecho meus olhos
Me deixo levar pela sensação de que o mundo gira
Em meio a essa tontura, escolho o caminho
Abro meus olhos
Vou seguir, vou indo
Pra lá, pra longe

Quem sabe eu esteja perdido por aí
Quem sabe um dia eu me encontre
Posso estar em meio a uma multidão
Talvez em um bosque
Ou preso na minha própria escuridão

Escuridão que ronda minha mente
Que me prende a esse lugar do qual tento fugir
Muitos fatores que me mantém imóvel
Muitas lembranças me impedem de agir

Preciso admitir que estou aqui
E que não tenho pra onde ir
Preso em mim
E mesmo assim sonhando com um novo caminho a seguir

sábado, 4 de maio de 2013

Somos Tão Jovens - O Filme (SPOILER)



Sinopse
O jovem Renato Russo não tem tempo a perder: sonha ser um astro do rock. Mas ainda é cedo. Ele precisa estudar, dar aulas de inglês, tranquilizar os pais, curtir a turma, curar dores de amor e, principalmente, arrumar quem toque na sua banda. Do Aborto Elétrico à Legião Urbana, “Somos Tão Jovens” apresenta os primeiros acordes do mito Renato Russo e da turma do Rock Brasília, criadores de sucessos como “Que País é Este”, “Geração Coca-Cola”, “Eduardo e Mônica” e muitas outras músicas que marcam e transformam fãs geração após geração, iniciando a trajetória que a tornará a maior banda do Rock Brasil e Renato Russo o porta-voz da juventude urbana do país inteiro.
Fonte: http://www.somostaojovens.com.br/page/sinopse-1

Estava em contagem regressiva para a estréia de Somos Tão Jovens, o filme que conta a trajetória de Renato Manfredini Júnior até o estrelato.

Quem me conhece sabe que eu fiquei em cólicas com a ideia de assistir o Deus da Música representado nas telonas! Renato Russo tem uma importância gigante na minha vida desde que me conheço por gente.
Suas letras sempre atuais, retratam com maestria a realidade brasileira e principalmente a alma humana. Ao menos a minha...
Um poeta que simplesmente marcou gerações e continua a fazer novos fãs mesmo 16 anos após a sua morte.


Thiago Mendonça simplesmente arrasou na interpretação. O jeito de arrumar o óculos, de mover as mãos, a dança desajeitada que Renato Russo fazia, a voz, a forma de falar, expressões faciais... tudo... simplesmente tudo perfeito. Um show de profissionalismo, de dedicação e quase me levou as lágrimas em vários momentos.


Todavia, como conhecedora da obra e da vida de Renato, acredito que o filme poderia ter sido infinitamente melhor.
Várias passagens da vida de Renato foram mal exploradas. A doença que deixou o astro em uma cadeira de rodas por 2 anos, o que é um marco importante principalmente na formação musical dele, foi suscitada de maneira breve e deixou quem não conhece bem a história de Renato, sem entender muita coisa.
O período em que ele foi professor de inglês também deixou muito a desejar.
Convívio com as drogas e com o álcool foram colocados no filme de forma tão singela que chega a doer...

Agora, o que me dá um pouco de esperança, é imaginar que esse filme realmente se tornará uma trilogia.

O filme termina no exato momento em que a Legião Urbana faz seu primeiro show no Circo Voador em 1985, ano de gravação do seu primeiro disco.

Quando pensamos que o filme vai começar, ele simplesmente termina deixando todos os fãs sem entender o que está acontecendo.


O ápice do sucesso, o nascimento do filho, a descoberta de ser portador do vírus HIV, a mudança visível no estilo musical que foi acontecendo ao longo da carreira, os momentos de introspecção com a gravação do CD em italiano e em inglês, a morte do astro.... são momentos que os fãs gostariam de ver retratados e que simplesmente não foram abordados...

Ok, o filme tinha como ênfase a vida de Renato até atingir o estrelato. Mas acredito que poderiam ter exposto, mesmo que de forma breve, toda a carreira até a dissolução da banda com a morte do Renato.

Um excelente exemplo de filme bem dirigido é Cazuza, que mostrou toda a trajetória dele  antes da fama até a sua morte...

Enfim, fica aqui uma pequena crítica de uma fã inveterada que ficou revoltada ao ver que tanta coisa importante foi omitida...

terça-feira, 30 de abril de 2013

O momento do descarte


Nem tudo que vivemos poderá ser descartado
Existem lembranças que ficarão guardadas numa gaveta da memória pra sempre
Mesmo com alma desgastada e corpo cansado
 
Não dá pra fingir que nada aconteceu.
Não dá pra ignorar sentimentos que existiram, ou que se extinguiram...
Um dia, em uma brincadeira do destino, a gente vai encontrar essas vivências
E nesse encontro, verá que com elas muito se aprendeu
 
Certamente não teremos coragem de colocá-las fora.
Tudo precisa ser descartado no momento oportuno
Se perdermos esse momento, por julgarmos que valia a pena guardar, acredite: valia a pena.
 
Algumas pessoas precisam inclusive do mal que algumas lembranças trazem
Algumas experiências jamais poderão ser repetidas
Muitos momentos ficam tatuados na nossa alma.
 
A felicidade, essa prontinha, embalada e com lacinho que tentam nos vender, eu creio que não exista.
Felicidade plena 24 horas por dia pode ser a tentativa desesperada para encobrir feridas profundas com um esparadrapo
A felicidade é medida pela quantidade de lembranças que ficam gravadas em nós.
Felicidade mesmo, é ter vários momentos que não são descartados na nossa memória
Essa gaveta contém a chave da verdadeira felicidade
 
 
E sim... eu sou feliz!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Um longo caminho

As vezes dá vontade de abraçar alguém, assim, sem motivo. Mas a gente se contém...
As vezes dá vontade de dizer um eu te amo sem motivo algum. Mas a gente não diz...
As vezes da vontade de desisitir de muita coisa. Mas a gente não desiste...
Pode dar vontade de fazer algo que ninguém faz. Mas quem disse que surge a coragem?
Vontade de sumir, todo mundo tem. Mas ninguém some...
Dá vontade de chorar até dormir. Mas a gente aguenta...
Quando acreditamos muito em algo, com todo o nosso coração, podermos criá-lo. Mas quem disse que acreditamos o suficiente?
As vezes dá vontade de jogar tudo pra cima, esquecer do mundo e simplesmente ser feliz. Mas a gente nunca joga....
 
Tudo que somos é um conjunto do que vivemos. Levamos um tempo pra amadurecer e ver as coisas com leveza....
Tudo faz parte de mim, cresceu comigo ao longo dos anos e não abro mão de nada: dos meus medos, dos meus sonhos, dos meus amigos, dos meus desafetos, dos meus sentimentos, das minhas preferências, dos meus sonhos, minhas decisões...
 
Estou sendo esculpida por mim.
Desenhei um rascunho
E hoje estou me moldando exatamente como quero ser
 
Muitos gostarão de mim por esse motivo.
Outros não gostarão pelo mesmo motivo.
 
Autenticidade.
 
Tenho procurado ser assim.
 
Não vou mais conter abraços, nem prender palavras.
Vou desistir do que for necessário, e ter coragem pra fazer tudo que tiver vontade.
Se precisar chorar até dormir, assim farei. Da mesma forma que sumirei se necessário for.
Vou acreditar e desejar tanto algumas coisas, até que finalmente elas se tornem reais.
 
E essa é a melhor forma que encontrei de jogar tudo pro alto e ser feliz!
 
 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

No quarto escuro

Não é fácil coordenar pensamentos
Não é fácil conter sorrisos
Tampouco brecar os lamentos

O tempo é esse
A hora é agora
A brisa da noite refresca o rosto
A vontade aflora

Não dá pra proibir a si mesmo
Não dá pra pedir permissão aos sentimentos
Melhor mesmo é deixar transbordar-se
E ser indiferente ao preço que iremos pagar por essa libertação

É tudo delírio
Não prestem atenção....

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Silêncio

Ei... silêncio!
Deixa o vento assoviar.
Deixa os pensamentos ecoarem.
Me deixe correr. Tenho pressa, preciso esvaziar esse espaço.
Tento, busco por isso, me agarro com todas as forças aos ímpetos que me fazem não querer repetir os dias.
Mas os dias se repetem... e se repelem...

Presta atenção, escuta o silêncio....
Ele tem um grito preso na garganta.
O silêncio é a arma mais letal que existe.

Mata as vontades
Mata as expectativas
Mata o querer bem
Mata o amor
Resseca a alma

Mas calma...
Deixe o tempo agir
Deixa o peito sossegar
Deixa a vontade passar
Só não deixa teu mundo cair

Ja caiu a tempestade
Devastou a alma
Não teve piedade
Deixando apenas destroços do que um dia fomos

Depois dessa tempestade, volta o silêncio
Os olhos voltam para o que um dia existiu
A brisa volta a soprar leve
Coração desacelera
E é neste momento que o silêncio espera ser ouvido
E o grito preso na garganta espera o momento de se libertar...

No silêncio cabem muitos gritos...
No vazio cabe muita coisa...
 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Cartas...

As vezes tenho vontade de escrever cartas...

Não para uma pessoa específica. Mas para todas aquelas pessoas que, em função do vai e vem da vida, acabo não dizendo tudo aquilo que gostaria de dizer.
São amigos, são familiares, amores perdidos... uma carta com tudo aquilo que eu gostaria de dizer a mim mesma mas muitas vezes me nego a ouvir...
Uma carta pra minha filha... declarando a ela todo o amor que eu sei ser impossível de verbalizar... aquele amor que dói de tanto sentir... e que certamente não sei expressar...
 
Uma carta para amigos presentes, uma carta para amigos perdidos, uma carta para amigos futuros...
 
Um manual de instruções, ensinando como as pessoas devem lidar comigo... e até mesmo pra que eu leia e tente me entender, quando me sentir perdida e impaciente com minha própria inquietude.
 
Talvez, se um dia essas cartas forem enviadas, muitos nem as leiam. Talvez muitos me retornem surpresos. Talvez muitos sequer lembrem de mim. Talvez muitos voltem ou se afastem de vez. Talvez...
 
Eu ainda vou escrever essas cartas. Algumas delas escreverei sorrindo. Outras escreverei sofrendo. Outras serão manchadas por lágrimas que não conseguirei conter. Muitas dessas cartas minha falta de coragem impedirá que cheguem ao destino... ou então, em um impulso, serão entregues, contendo tudo aquilo que minha falta de coragem me impediu de dizer olhando nos olhos do destinatário.
 
Algumas dessas cartas irão gritar. Gritar tão alto que talvez ensurdeça quem as leia. Outras conterão surrurros... talvez tão baixos que mal serão compreendidos.
 
É... eu vou escrever essas cartas.
 
Serão cartas que conterão meus desejos. Que me me trarão uma certa calma. Acalentarão minha alma. Que me darão paz.
 



terça-feira, 12 de março de 2013

Hoje o tempo voa

E então acaba o ano. Ou então, começa o ano. A ordem não importa.

Reveillon, jantar, família, champanhe, boas risadas, brigas implícitas...

Praia, calor sufocante, sol te convidando a ter um câncer de pele, aquela água salgada tentando lavar tua alma (por vezes já encardida). Areia entrando no corpo, nos olhos...

Vem as férias. Férias do trabalho, férias da escola. Como seria bom tirarmos férias de nós mesmos!

Trânsito lento, corpo agitado.

Avião, táxi, tumulto. Água de coco, água da chuva, água do mar.

E então é Carnaval! Para tudo meu Brasil!!! Chegou o ápice do ano! Um dos ópios do meu Brasil, que não mostra a sua cara!

É volta as aulas, ballet, capoeira, inglês... IPTU, IPVA, seguro, licença pra trabalhar...

Começou o ano? Acho que não!

Mal terminei de pagar as dívidas que o Papai Noel deixou e o Coelhinho já invadiu as prateleiras dos mercados.
Fascinando crianças, engordando as mulheres....

Mas já já chega o dia das mães..., na sequência o dia dos namorados...

Sem falar que tem Conclave, julgamentos, eleição de corruptos pra cargos relevantes...

A mídia e o comércio fazem com que tu não te dê conta de que o ano já está passando... de que já estamos com mais de 1/3 de 2013 chegando ao fim.

Sem falar que coisas pequenas acabam consumindo o nosso tempo sem nem percebermos. E nessa arte todos somos mestres! A arte da reclamação!!!
Reclamar do calor, do frio, da chuva, do sol, do chefe, do trabalho, do trânsito, do mal-humor alheio...
Ahhh, mas você que está aí reclamando está com um humor excelente né??

Quem aqui se lembra daquela listinha de obrigações e metas que traçamos na virada de ano?

Meu Deus! Já está quase na hora de fazer outra listinha!!!

2014 está quase batendo na porta e eu ainda não consegui cumprir com a minha listinha de 2008...

Dá licença. Tenho muita coisa pra fazer antes do natal...

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Medo do espelho


Enquanto as pessoas não tiverem coragem de enfrentar aquilo que elas consideram que sejam seus próprios demônios, encarar aquilo que mais as assusta nelas mesmas, jamais encontrarão a felicidade plena.

Muitas pessoas se submetem a viver uma semi-vida por medo.

Medo dos "e se..."

Ah, malditos "e se..."

Não seria apenas medo de enxergar a si mesmos refletidos em um outro alguém? Não seria medo de quem somos de verdade? Medo de não sabermos como lidar com nós mesmos?

É fácil compreender isso em alguns relacionamentos. Na verdade, levamos um susto ao perceber que nosso reflexo não é exatamente aquilo que gostaríamos, ou pelo menos, aquilo que consideramos que seja o ideal. Ou ainda, percebermos que não somos pros outros aquilo que gostaríamos que fossem conosco...

Mas não podemos nos esquecer que viver com medo é viver pela metade. E essa, embora seja uma frase um tanto quanto clichê, é uma frase muito verdadeira.

Só vamos ter certeza que algo em nossa vida realmente não tem chance de dar certo, quando o vivermos em toda a sua plenitude.

E assim sendo, mergulhando de cabeça naquilo que nos causa medo, encarando o espelho e aceitando os riscos de correr por um caminho que sabemos que encontraremos pedras, poderemos um dia refletir com sapiência sobre o medo que sentimos antes de termos o sopro de coragem que nos impulsionou a tentar.... a viver aquilo que julgávamos impossível.

Ninguém está livre do fracasso. 

Mas se nos entregarmos a essa grande aventura que é o tentar, e por uma infelicidade do destino (ou incompetência na administração da própria vida), viermos a fracassar, poderemos ainda assim ter serenidade.

Poderemos ter a paz de espírito necessária para dizer a nós mesmos: eu fiz tudo que estava ao meu alcance, ousei, arrisquei... e não tive medo de tentar ser feliz.

Não aguento mais esse papinho de que não podemos arriscar algo, pois se der alguma coisa errada  blá-blá-blá!
Não falta nada! O que falta é coragem, isso sim!!!

Vontade de gritar: Vai lá e FAZ! Vai lá e VIVE! Vai lá e SEJA FELIZ!

O hoje existe para ser vivido, por isso se chama PRESENTE!

Enfia os medos do fracasso em uma gaveta e vai viver, vai!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

E as coisas que se vão...

É estranho aquele  momento em que olhamos para o agora e nos damos conta de que o que era mais valioso em nossa vida, na verdade, não passava de algo efêmero.
Nesse momento sentimos como se tivéssemos vivido uma ilusão durante um certo período. Como se tudo aquilo pelo qual jurávamos ser real, fosse apenas pintura inacabada na parede de um sótão empoeirado.
Nos damos conta de que nossas verdades são mutáveis. Na nossa caminhada surgem pessoas e situações que vão formar aquilo que podemos descrever como nossas raízes.
Essas raízes sempre vão permanecer ali, independente do que aconteça, independente de quanto tempo passe.
Como em um belo truque da vida ao nos cegar, percebemos que muito do que consideramos raízes, não passam de folhas secas, frutos podres ou parasitas oportunistas.
E quando nos damos conta disso, sentimos um grande impacto.
Como pude ser tão cego? Como pude conviver com tamanha incoerência por tanto tempo? Como pude ter certas coisas como referências em minha vida?
Mas livre é a criatura que pensa por si mesmo. Livre é aquele que pode ir em busca de novas verdades a cada dia. Sábio é aquele que sabe distinguir as raízes de baobá e arrancá-las antes que trinquem o nosso solo e prejudiquem as nossas efetivas raízes e não nos derrubem com o passar do tempo.
O grande lance é que a todo o momento podemos aproveitar as oportunidades e sacudir os galhos... deixando cair as folhas secas e frutos podres.
As raízes vão permanecer ali. Te acompanhando. Independente do que aconteça...
 
A vida se encarrega de fazer uma seleção natural das pessoas que ficam ao nosso lado. Isso é algo fantástico.
Me afastei de pessoas que pensei que seriam pra sempre, me reaproximei de algumas que jurei que nunca mais teria contato e conheci outras que certamente vieram pra se tornar raízes...
 
Ahhhhhh
Como é bom se deixar viver sem amarras... Sem tristezas pelas perdas.... Sem lamentos por coisas vazias....
 
Quando uma roupa não te serve mais, passe adiante! Experimente roupas novas!
Se uma roupa é antiga, mas ainda te serve. Use! Não se importe se ela está ou não na moda.
 
Busque ser feliz ao lado de quem te faz bem.
 
E o resto? Ah... você precisa de resto?